SUBLIME . C, MANGALARGA PAULISTA,
| Da mesma maneira como pouco se sabe sobre as origens de Fortuna I, é desconhecido qualquer relato autentico sobre as origens de Sublime. Supõe, no entanto, João Francisco Diniz Junqueira, tratar-se de um cavalo de origem Árabe, pertencente à Coudelaria Real da Cachoeira do campo. Existe uma lenda referente ao seu nome que diz ter ele vindo de Portugal, junto à comitiva de Dom João VI, em 1.808. Ao desembarcar no porto do Rio de Janeiro, Dom Pedro, príncipe herdeiro, teria com entusiasmo, louvado as suas qualidades, batizando-o de Sublime.
Quanto aos seus descendentes conhecidos, nenhum registro pode precisar se eram realmente seus filhos ou apenas descendentes mais distantes, pois todos eram denominados “Filhos dos Sublimes de Barbacena”.
:\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\Embora oficialmente a criação brasileira do Cavalo Árabe tenha começado no Rio Grande do Sul
em 1929, com o registro do garanhão Rasul, importado da Argentina por Guilherme Echenique Filho, existem informações seguras de que muitos cavalos Árabes chegaram ao país bem antes disso. Oswaldo Gudole Aranha, emérito criador e presidente da ABCCA entre os anos 1975 a 1977, em seu artigo no primeiro volume do Registro Genealógico do Cavalo Árabe (Stud Book)
lembra que Dom Pedro I proclamou a Independência do Brasil no dorso de um Cavalo Árabe e a belíssima obra do pintor que está exposta hoje no museu do Ipiranga na cidade de São Paulo é uma prova concreta desse fato.
(adendo: a pintura histórica “Independência ou Morte”, elaborada em 1888, 66 anos após a Independência por Pedro Américo de Figueiredo e Melo (1843-1905), em Florença, Itália) ver: http://www.fotoplus.com/dph/info02/index.html
Oswaldo Aranha cita ainda registros de importações de cavalos Árabes em 1826, 1837, 1859, 1885 e destacando como sendo uma das mais importantes a realizada em 1894 pelo famoso estadista Assis Brasil que trouxe Amir, Maalek e Mazir ou Uazir(pai de Kalifa e avô de CIGANA I,COLINA I e NARCEJA FODJ todas sem relação com a origem de Sublime mas que tambem entraram na formação do mangalarga moderno), três importantes reprodutores nascidos no próprio deserto e que impressionaram muito as autoridades na época.
Quanto ao Quadro do Grito do Ipiranga, em artico na revista Cavalo mangalarga em 1938 - origem da denominação Mangalarga - Jão Francisco Diniz Junqueira escreveu:
- Já no grito do Ypiranga, sem embargode D Pedro estar montandu uma mula baia, o conspícuo pintor patrício Pedro Américo reconstituiu a scena montando a régia personagem em um dos seus cavalos Mangalarga\\\\ - olha a mula baia aí.
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